Hipnose

15/10/2015 07:23

 

Ilustração:   Cristina Alves

 

Eu vou contar para você como foi viver esta experiência e porque cheguei a conclusão que, mesmo sem saber, qualquer um pode ser hipnotizado.

 

Certa vez participei de uma palestra sobre HIPNOSE,  onde fui voluntária em uma demonstração.  O palestrante me chamou ao palco e utilizou o seguinte procedimento:

 

1º    Pediu para que eu fechasse os olhos;

 

2º   Deu  coordenadas para que eu relaxasse e em tom de voz baixo e sereno foi sugerindo algumas ideias:  _Você está com o corpo rígido, muito rígido...

 Depois de repetir esta informação algumas vezes, ele me empurrou para frente e para traz e eu tive a sensação de que o experimento não estava dando certo, porque não me sentia rígida. Parecia que  da cintura para a cima  eu ia para a frente e para traz, mas sem a rigidez esperada.   

O segundo comando foi:

 

_Você não consegue falar o seu nome.  Você não consegue pronunciar o seu nome...._Me diga, qual é o seu nome?

Neste momento eu pensei, “... É agora que eu vou estragar a brincadeira”. Qual não foi a minha surpresa quando, embora eu tivesse consciência do meu nome, Cristina, simplesmente não conseguia pronunciá-lo.

No primeiro instante tive a impressão de que eu só conseguiria pronunciar algo como Crisss...Depois me dei conta que não conseguia nem mesmo balbuciar Cri...

 

Em seguida ele disse algumas vezes que o meu nome era Maria e na sequência  pediu que eu respondesse qual era o meu nome, não conseguia pronunciar Cristina, mas consegui pronunciar o nome Maria. Para encerrar a sessão ele disse:

_Quando você abrir os olhos você verá todo mundo nu.

 

Quando abri os olhos, para o meu alívio estavam todos vestidos.

 

 

A experiência de hipnose só deu certo porque eu estava disposta a participar, pois é necessário que a pessoa submetida ao transe tenha concordado com tal procedimento.

 

Embora eu tivesse a certeza de qual era o meu nome, penso que eu acreditei que a minha capacidade de expressão verbal estava comprometida, e por isso não conseguia pronunciar a palavra CRISTINA.

 

O interessante é que apesar de ter inconscientemente aceitado os comandos, a minha mente consciente dizia que eu não estava rígida e que eu sabia falar o meu nome.

Segundo a minha irmã, que acompanhou a experiência, eu fiquei rígida como uma tábua e meu rosto se contorcia inteiro, tamanha a força que eu provavelmente estava fazendo para tentar pronunciar o meu nome.

 

Vale a pena esclarecer que:

Antes de me chamar ao palco o hipnólogo fez uma brincadeira para avaliar as pessoas que, naquele momento, demonstravam estar mais suscetíveis a sugestão, e eu era uma delas.

Durante todo o tempo da apresentação eu fiquei de olhos fechados, mas consciente e muito atenta as palavras do hipnotizador. Conseguia ter uma avaliação consciente sobre tudo o que ele falava, mas não conseguia contrariar as suas ordens de comando.

 

Depois desta experiência, resolvi pesquisar um pouco sobre a hipnose e descobri que:

Quando uma pessoa se permite ficar em um estado de relaxamento semiconsciente, ocorre uma diminuição do seu senso crítico, o que a torna mais suscetível a sugestões e altamente influenciável.

 

Psiquiatras, acreditam que o relaxamento profundo acalma o consciente, fazendo com que ele fique menos ativo no processo de raciocínio. Este seria o motivo porque as pessoas hipnotizadas fazem coisas bizarras facilmente. O consciente não filtra e confia na informação que recebe. É como se as ordens do hipnotizador viessem diretamente do subconsciente, e não de uma outra pessoa.

 

Segundo declaração do hipnólogo Rafael Baltresca, no Programa da Eliana exibido em 04/10/ 2015, uma vez que ao diminuir o nosso nível crítico, estamos propensos ao sugestionamento alheio, todos estamos sujeitos a sermos hipnotizados, pelos pais, professores, médicos, programação da TV, cinema, etc.

 

A conclusão:

Depois da experiência com a hipnose comecei a observar com mais atenção os momentos em que me coloco em estado de relaxamento semiconsciente, por exemplo quando estou assistindo a TV.

Observei que na maioria das vezes, quando assistimos TV,  conforme ficamos entretidos na trama, desaparecem as preocupações com o trabalho, família, etc, entramos em estado de semirelaxamento, até que todo o pensamento se restrinja ao que está sendo abordado na TV.

Chamou a minha atenção o fato de que muitas vezes o conteúdo emocional de um filme, novela ou abordagem de um determinado programa de TV passa a fazer parte de mim, como se eu tivesse vivenciando a situação apresentada.

Tomar conhecimento de como a hipnose pode acontecer, aumenta a nossa responsabilidade em relação a capacidade que temos de consciente, ou inconscientemente sugestionar  filhos, marido, esposa, a nós mesmos e todos que estão ao nosso redor.

 

Acredito que quanto mais conhecimento adquiro sobre mim mesma e o mundo, diminuo as possibilidades de ser sugestionada pelo outro, e aumento a minha capacidade de criar e escolher verdades, que funcionem baseadas em linhas de raciocínios lógicos, sustentáveis e que levem a uma vida sem conflitos.

 

 

Um abraço,

Cristina Alves

 

Veja na próxima publicação (22/10/2015):

Você acredita na lei de causa e efeito?  Física Clássica e Física Quântica, duas maneiras diferentes de explicar o mesmo Universo. 

 

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